Atividade Física no Envelhecer

Por Karine Kahl

O envelhecimento tem sido descrito como todos os processos que ocorrem com todos os seres vivos, manifestando-se pela perda da capacidade de adaptação e pela diminuição da funcionalidade, logo, está relacionado com alterações físicas e fisiológicas. É normal que pensemos que esse fenômeno tem íntima relação com declínio fisiológico, perda de função e comorbidades. [1] Porém, tem sido cada vez mais entendido que, apesar de envelhecer ser algo inevitável na vida de todos os indivíduos, é a atrofia e o desuso que levam às complicações citadas. [2] Desse modo, sugere-se fortemente a atividade física como forma de retardar o declínio fisiológico e melhorar a saúde de um modo geral. [1]

Num mundo que caminha cada vez mais para o sedentarismo, a atividade física é recomendada para todas as idades. Porém, no caso de indivíduos acima de 50 anos e idosos, ela assume ainda maior importância. Isso porque vêm-se descobrindo benefícios da sua prática que auxiliam essa faixa etária a ter uma melhor qualidade de vida, assim como a manter a sua independência e capacidade de realizar as suas tarefas diárias. [1] Esses benefícios vão desde o aumento da flexibilidade e força, até a melhora da composição corporal e também, não menos importante, a ampliação da vida social. [1]

Exercício físico e envelhecimento 3

A nível cardiorrespiratório, as atividades aeróbias como andar, correr, nadar e pedalar, e de resistência como musculação, aumentam a frequência cardíaca e prolongam os períodos de inspiração e expiração, melhorando a saúde do coração, dos pulmões e do sistema circulatório, e está provado que auxiliam na prevenção de algumas doenças. Os exercícios de força e resistência muscular tornam os idosos mais capazes de realizar as tarefas do seu dia a dia e ajudam a equilibrar as perdas de massa muscular e de força, comuns no envelhecimento. [1]

Sabe-se que as quedas são um dos principais problemas da idade e também o maior causador de imobilidade. Nesse contexto, os exercícios de equilíbrio cooperam na prevenção de quedas, enquanto os de flexibilidade proporcionam maior liberdade de movimentos e auxiliam na prevenção de lesões. [1]

De modo geral, a atividade física regular propicia uma melhoria da saúde dos ossos, reduzindo, assim, o risco da ocorrência de osteoporose e a melhoria da estabilidade postural, reduzindo o risco de quedas e uma melhoria da flexibilidade. [2] O exercício físico tem ainda influência na melhoria do perfil lipídico e no aumento da tolerância à glicose e sensibilidade à insulina, reduzindo o risco de surgimento de arteriosclerose e de diabetes. [1]

O ideal é se exercitar no mínimo 5 vezes por semana, entre 30 minutos e uma hora. [2] Procure um profissional educador físico para receber orientações específicas para você e mexa-se!

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REFERÊNCIAS:

[1] LUÍSA FARIA (Portugal). Sociedade Portuguesa de Psicossomática Portugal. Actividade física, saúde e qualidade de vida na terceira idade. Revista Portuguesa de Psicossomática, Porto, v. 6, n. 1, p.93-104, jun. 2005.

[2] JACOB FILHO, Wilson. Atividade física e envelhecimento saudável. Revista Brasileira de Educação Física, São Paulo, v. 20, n. 5, p.73-77, set. 2006.

 


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